Graffitis, animação e petiscos enchem Alameda das Palmeiras

Durante quatro dias, o Festival Cara ou Coroa encheu de cor o bairro da Alameda das Palmeiras, na Bela Vista, com a pintura de nove murais gigantes nas empenas dos edifícios viradas para a avenida Belo Horizonte.

Pelas mãos de dez talentosos artistas de renome (cinco nacionais e cinco internacionais), foi criado um pequeno museu a céu aberto, cuja conceção atraiu largas dezenas de curiosos que quiseram acompanhar de perto o processo criativo dos writers Bane & Pest (dupla composta por um suíço e um cipriota), do brasileiro Utopia, do alemão Norm, do espanhol Tretze, e dos portugueses Nark, Mar, Smile, do setubalense Samina, e do Projeto Matilha, de Ricardo Romero.

O festival, organizado pela Câmara Municipal de Setúbal e pela ACUParte – Associação Cultural, com o apoio da Junta de Freguesia de São Sebastião e dos moradores do bairro, no âmbito do programa Nosso Bairro, Nossa Cidade, teve como objetivo valorizar o bairro através da arte do graffiti, mas também criar um novo ponto de interesse turístico e cultural na cidade, capaz de atrair público de outros bairros, de outras cidades e até de outros países.

Infância, sonho, esperança, fantasia, são alguns dos temas presentes nos murais que pretendem transmitir aspetos positivos da Bela Vista e convidar a população a visitar aquela zona da cidade, incentivando a um novo olhar sobre um bairro muitas vezes injustamente ostracizado.

O entusiasmo e a satisfação dos moradores foram notórios durante todo o processo, assim como o orgulho demonstrado por verem o seu bairro mais apelativo, colorido e reabilitado, graças a ações de recuperação do exterior dos edifícios, realizadas pela Câmara Municipal, e à intervenção da Junta de Freguesia de São Sebastião (JFSS) na limpeza dos espaços verdes.

Além das intervenções artísticas nos edifícios, o festival contou ainda com um programa de animação, da responsabilidade dos próprios moradores, com a ajuda de técnicos da autarquia e apoio logístico da JFSS, onde não faltaram a dança e a música, num espetáculo apresentado por jovens do bairro, com artistas do bairro, onde houve também espaço para atuações de talentos de outros pontos da cidade.

Artesanato e gastronomia multicultural completaram a oferta do festival que teve como lema “Um Povo Um Mundo” e que integrou o programa municipal comemorativo do Mês da Juventude.