Comissão Social de Freguesia dá primeiros passos em S. Sebastião

A Junta de Freguesia de S. Sebastião, em parceria com o Projeto SIGA - Setúbal Interinstitucional Gera Ação, está a iniciar o processo de criação de um Conselho Local de Parceiros, com vista à constituição de uma Comissão Social de Freguesia em S. Sebastião.

A ideia é criar uma rede local que identifique necessidades e problemas concretos e específicos da população da freguesia, através da realização de um diagnóstico social, e que, posteriormente, crie e ponha em prática um Plano de Desenvolvimento Social Local que, efetivamente, responda aos problemas identificados.

Com estes objetivos no horizonte, a comissão organizadora, composta pela Junta de Freguesia, representada pelo presidente Nuno Costa e pela vogal Ana Bordeira, e pelo Projeto SIGA, representado pelo coordenador Vasco Caleira, após diversos encontros individuais, iniciados em dezembro de 2017, com instituições locais com ação relevante no território, promoveu uma reunião plenária, no passado dia 9 de maio.

Nesta reunião foram colhidos os contributos de representantes das instituições interessadas em participar no Conselho Local de Parceiros, que delinearam um esboço das primeiras orientações para a conceção de um diagnóstico social de freguesia.

Os parceiros indicaram as suas principais preocupações sociais, tendo em conta a sua própria experiência no terreno. Saúde, educação e exclusão social foram os eixos escolhidos como áreas prioritárias de estudo para a construção do diagnóstico social da freguesia, tendo ficado agendada para uma próxima reunião a identificação de públicos prioritários nas diferentes áreas.

O grupo de trabalho é atualmente constituído por representantes da Escola D. Manuel Martins; do IEFP – Instituto de Emprego e Formação Profissional; da PSP; do Centro Paroquial D. Manuel Martins; da APPACDM Setúbal; do Centro Álvaro Dias (Lar Residencial APPACDM); do Projeto Pró Infinito e Mais Além; da Cruz Vermelha; da Cáritas Diocesana de Setúbal; da Associação Baptista Shalom; da LATI; do Centro Social e Paroquial de S. Sebastião; da Rede Europeia Anti-Pobreza (EAPN) de Setúbal; do Estabelecimento Prisional de Setúbal; do Instituto das Comunidades Educativas; do Instituto Politécnico de Setúbal; da IPSS “O Sonho”; do ACM; da Divisão de Inclusão Social da Câmara Municipal de Setúbal e simultaneamente do núcleo executivo do CLAS - Conselho Local de Ação Social.

De referir que a criação da futura CSF será sempre, de acordo com a comissão organizadora, um processo construído coletivamente, acolhendo o contributo de todos os parceiros, algo que as instituições participantes consideram ser “muito positivo”.

“Queremos criar algo que de facto responda às necessidades das pessoas da freguesia e que vá ao encontro das expectativas e problemas identificados pelas instituições”, sublinha Nuno Costa. O autarca explica que “da cooperação em rede podem resultar mais meios que ofereçam respostas que hoje não existem e sirvam para mitigar alguns problemas da população, elevando a sua condição de vida”.

Nas diversas reuniões realizadas, as instituições apresentaram preocupações, sugestões e mais-valias da criação da CSF, das quais se destacam a constatação de que “a visão de uma realidade mais micro pode suscitar um maior empenho, porque há uma maior facilidade na partilha de recursos” e a necessidade de “sermos ambiciosos em termos de concretização” e definir objetivos comuns estratégicos, concretos e específicos.

Foi ainda considerado pelos parceiros que a CSF, como estrutura coletiva, pode trazer vários benefícios e vantagens para as próprias organizações, como por exemplo “a nova geração de financiamentos públicos e europeus” e ainda a “possibilidade de negociação de acordos em conjunto”.